quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Decimo primeiro dia





Décimo Primeiro Dia – 09 agosto 2011.

Dia estafante

Hoje resolvemos ir ao DETRAN logo cedo para providenciar o “nada consta” que nos será exigido lá na Venezuela. Resolvemos aventurar e ir de ônibus. Segundo o amigo Totó, se usássemos dentadura a teríamos perdido com aquele ônibus.
Pensamos que seria rápido e simples, no entanto, acabou nos tomando praticamente o dia todo em função do sistema estar temporariamente inoperante. Conseguimos os dados dos outros companheiros que se encontram na balsa através de uma ligação telefônica e com isso conseguimos adiantar a papelada deles também. O funcionamento era somente até as 14h, mas o pessoal foi bem bacana e estenderam o expediente até as 16h, quando conseguiram o que precisávamos.
Saímos de lá correndo contra o tempo, pois ainda precisávamos ir ao Cartório para reconhecer a assinatura da responsável pelo DETRAN.
Havia alguns planos de passeios, mas com o
contra tempo, ficou só na vontade. E, apesar de não termos feito nada realmente proveitoso, estávamos bastante cansados. Ao Totó e ao Paini ainda sobrou alguma energia, então eles resolveram ir assistir a mais uma peça no teatro Amazonas.
A previsão é de que nossos aventureiros cheguem aqui em Manaus às 6h da manhã. Iremos buscá-los.

















terça-feira, 9 de agosto de 2011

Décimo Dia

Décimo Dia – 08 de agosto 20111.
Segundo Dia em Manaus.
No dia de ontem encontramos o Alessandro, um Sr que trabalha um dia sim outro não no Teatro. Em seus dias de folga ele faz passeios turísticos para turistas. Acertamos com ele de nos pegar às 8h da manhã no Hotel e para nossa surpresa eram menos de 7h30min e ele já estava a postos. Seguimos em seu carro e ele foi nos relatando os lugares por onde passávamos. Fomos levados até o Porto para pegar uma Lancha. Conosco estavam mais Seis pessoas muito bacanas, onde o casal era lá de Videira-SC , o pai e filho eram lá de Brasília e mais pai e filho La de Campinas-SP.
Uma vez iniciado o passeio, bateu medinho e todos resolveram colocar o colete salva-vidas, afinal, como diz o ditado, o seguro morreu de velho. O objetivo maior era apreciar o Encontro das Águas entre o Rio Negro e o Rio Solimões. Há um encontro entre esses dois rios, onde se faz um impressionante contraste de cores, bem como, uma razoável oscilação na temperatura entre ambos. Há uma diferença de 4 graus na temperatura entre os rios, onde o Rio Negro gira em torno de 24 graus enquanto o Rio Solimões fica numa temperatura de 28 graus.
Ao longo do trajeto apreciamos muito bichos exóticos tais como: cobra Sucuri,Bicho Preguica gralha azul; botos; biguás; macacos prego; gavião real e uma cobra papagaio que nos deu um belo susto ao atravessar uma pinguela. Apesar de seu pequeno tamanho, ela é considerada extremamente perigosa e estava com o bote pronto quando foi avistada. Quem nos acompanhou no passeio foi um guia muitíssimo experiente chamado Raimundo. Ele é engenheiro florestal e conta com uma bagagem enorme, fora a paixão que tem por sua terra que acabou contaminando a todos os demais. Ao final da pinguela, pudemos apreciar lindas Vitórias Régias que tem um enorme poder de renovação do oxigênio. As mais jovens se fecham em forma de concha ao final da tarde e tornam a abrir na manhã seguinte.
Todos estavam temerosos quanto ao mosquito da malária e da dengue, mas o Raimundo nos deixou mais tranqüilos ao afirmar que somente as fêmeas têm o poder de transmitir esse mal e elas costumam atacar somente das 05h as 08 h  e das 17h as 20h ou seja, ao amanhecer e ao  entardecer. Na época de chuva que se dá de Outubro até Maio a incidência das duas doenças aumenta significativamente.
Fomos pegos de surpresa com varias pequenas  aldeias de casas flutuantes. Famílias inteiras moram lá, e pudemos apreciar inclusive uma escola de crianças com aulas presenciais, posto de saúde, igrejas, mercearias. Essas casas são construídas sobre palafitas feitas de madeira da  Sumauma mais Conhecida por Assacu, pois a mesma quando verde solta um leite que em contato com a pele humana provoca queimaduras.
Há uma família lá na aldeia que cria como bicho de estimação, uma sucuri  que mede 6 metros de comprimento. Sim, acreditem, uma sucuri gigante! Nós, os corajosos a pegamos para fazer uma foto, mas estávamos gelados de medo. Eles também tinham um bicho preguiça fêmea que era a coisa mais fofa desse mundo. Era calma e gostava muito de receber carinho.
O passeio nos dava direito a um almoço servido num restaurante flutuante chamado Rainha da Selva. Vários tipos de peixes e comida bem variada faziam parte do cardápio.
No retorno do passeio, combinamos com o Alessandro para fazermos um City Tur. No trajeto passamos por inúmeras indústrias tais como: Honda Motors; Semp Toshiba; Sony; CCE, etc. Todas muito grandes e bem estruturadas. Só ficamos bastante surpresos em relação aos preços de produtos eletrônicos, bem como, motos e veículos que são fabricados aqui em Manaus, pois tínhamos a impressão de tratando-se de Zona Franca os preços seriam muito mais acessíveis e isso não procede. A atendente da Revenda BMW nos explicou que isso acontece em função da falta de incentivos, então os produtos são fabricados aqui em Manaus, despachados para São Paulo para, teoricamente, agregar valor ao produto, para somente depois serem trazidos de volta para cá para serem revendidos ao consumidor final. Percebe-se que a logística está equivocada e isso acaba acarretando um aumento considerável do produto.
Estivemos na revenda Honda aqui em Manaus procurando pelos amortecedores traseiros da moto Shadow do Djalmo que ficamos de devolver ao nosso colega motociclista que os emprestou lá na cidade de Ji-Paraná. Por incrível que pareça numa cidade com mais de dois milhões de habitantes e onde as motos Honda são produzidas, não achamos os tais amortecedores. Segundo o gerente da empresa essas peças vêm todas de São Paulo e como aqui em Manaus não há muita saída para as motos Shadow 750c acabam faltando peças de reposição. Inconcebível! Da mesma forma a J.T. Suzuki também com fábrica aqui em Manaus, não disponibiliza de nenhuma concessionária que se possa fazer revisão nas motos nem conta com peças de reposição para as mesmas. Lamentável!!!
Nosso companheiro Paini não anda se sentindo bem desde que saiu de casa, então antes da sairmos do país, resolveu dar uma checada no que estava de errado. Fomos até o Hospital da Unimed, no setor de emergência, onde foi prontamente atendido. Como ele sofre de gastrite o médico aplicou uma injeção de buscopan e o orientou a tomar medicamento por mais uns dias até melhorar, pois ele acha que se trata do stress da viagem e troca de alimentação.
O clima aqui em Manaus é terrível para nós lá do Sul, pois faz muito calor, por volta de 38 a 42 graus e com uma umidade de ar que supomos chegar a 60%. O centro da cidade de Manaus não é necessariamente bonita. É muito semelhante à Cidade Del Leste no Paraguai, onde há inúmeros camelôs e lojas de eletrônicos, vestuários, etc. A regra é não construir aranhas-céu na cidade Histórica. Contudo, a Zona Sul da cidade, considerada zona nobre, é muito diferente. Há prédios com arquiteturas diversas.  No já citado centro da cidade, há muitas pessoas, muitas mesmo, dormindo nas ruas, debaixo de caixas de papelão. Cenário muito triste!
Fomos ao Shopping chamado Manauara. É um shopping novo recentemente construído que deixou estrategicamente uma reserva de plantas nativas no meio do shopping. É, sem dúvida, um dos shoppings mais bonitos que já visitamos. Lá havia uma Cachaçaria. Lugar bem diferente, cheio de guloseimas e bebidas diversas, onde pessoas vão petiscar e tomar algo com amigos.
Abusamos um pouco do Alessandro e só o liberamos por volta das 21h30min quando ele nos deixou no Hotel.
Os nossos colegas aventureiros que se encontram na balsa, Lirio, Bamberg e Deja, nos ligaram e disseram que tudo está bem, a viagem está maravilhosa e sem mosquitos. Chegou a dar uma inveja branca. Heheh. Estamos ansiosos por sua chegada com as nossas motos.































Nono Dia

Nono Dia
Resolvemos não dormir e fomos tomar o café da manhã no Hotel. Aproveitamos para fazer um tur pela cidade pela parte da manhã, pois sabe-se que a tarde faz um calor infernal. O garoto atendente do Hotel gentilmente nos acompanhou e nos levou primeiramente para conhecer o Teatro Amazonas. Infelizmente no Domingo não é permitido visitação interna. Fizemos algumas fotos externas e na seqüência nos dirigimos até o Palácio da Justiça que fica logo a frente do teatro. Descemos a avenida e nos deparamos com algo super agradável e diferente. Uma das avenidas mais movimentadas da cidade de Manaus é fechada aos Domingos para abrigar o Café Comunitário. São centenas de barraquinhas com lanches, comidas e bebidas muito variadas, aonde famílias, amigos e turistas vão cedinho para tomar o café matinal. Muito interessante!
No centro da cidade há o Relógio Municipal que serve como referência para deslocamento. Lá há vários barzinhos, muita gente jogando conversa fora e alguns turistas como nós conhecendo e fotografando.
Manaus se parece bastante com o Paraguai. Há muitas lojas de eletrônicos e camelôs. Vendem-se também nas ruas de Manaus frutas diversas, várias delas desconhecidas para nós lá do Sul. Fotografamos tudo e saímos indagando a despeito delas. Citaremos algumas: Pitomba; Camoçamba, Tamarin. Tucumã e Piquiá.
Andamos mais um pouco e nos deparamos com o Mercado Municipal Adolfo Lisboa onde se encontram centenas de barraquinhas num espaço fechado. Lá há inúmeras espécies de peixes, Surubis, Preço, Dourados, Salmão, Tambaqui e outras espécies, carnes, queijos, frutas, legumes, farinhas, em fim o que a gente pensar em alimentos de feira La está.
Visitamos também o local de onde o pessoal embarca nos barcos, embarcações que levam o pessoal para conhecer as belezas das águas do rio Negro e Solimões que juntos Forman o Amazonas. Deveremos-nos fazer um tur. no dia de amanha, ainda não definido se será de lancha ou nestes barcos de turismo e lazer.
O cansaço bateu nesses corpinhos e resolvemos ir tirar um cochilo no Hotel. O cochilo acabou durante a tarde toda. Acordamos, tomamos um belo e merecido banho e saímos em direção ao Teatro Amazonas. O teatro é um local muito bonito, tanto internamente quanto externamente. Demos sorte, pois iniciou hoje, dia 07 de agosto o 3º Festival Amazonas de Dança e este durará somente uma semana. Assistimos ao Duo Sabiá (Cisne Negro Cia da Dança) e Milongas (Corpo de Dança do Amazonas). Foi lindo! Filmamos e fotografamos tudo.
Para fechar bem o dia, fomos tomar um chopp numa pizzaria muito legal que fica em frente ao teatro. Depois do Chopp uma espaçosa cama para esses sobreviventes dessa vida dura de aventureiros. heheh