domingo, 7 de agosto de 2011

Oitavo Dia

Oitavo Dia – Dia 06 Agosto 2011

Resolvemos dar uma esticadinha maior na cama hoje. Acordamos com a mesa do café da manhã prontinha pela Néia. Rolou também um chimarrão bem gostoso, e, ao lembrar que esse será o último nos próximos 50 dias dá uma aflição danada.
Bem, como era previsto aquela exótica comida chamada sarapatel deu uma “limpadinha” no intestino de um dos companheiros e, coitado do companheiro de quarto, ou banheiro. Hehe
Havia previsão para embarque das motos na balsa ao meio dia, contudo, eles nos ligaram dizendo que haveria o atraso e, acabamos por embarcá-las somente às 17h30min. Eram 16h50min quando se avistou o tão esperado “transatlântico cinco estrelas” idealizado pelos companheiros Lírio, Bamberg e Deja. Ideia do Paini (camarote de numero 01,02 e 03, são três barracas " igluzinhas" com colchão de ar, pois os mesmo não são acostumados a dormir em rede).
A balsa chegou carregada de bananas, batatas, cebola e alho. Alguém consegue imaginar como ficarão nossos companheiros e nossas queridas motos após quatro dias em meio a esses não muito cheirosos alimentos? Se não bastasse isso, eles ainda combinaram de tomar uma mistura de alho com cachaça que segundo algumas pessoas, manteria os tão temidos mosquitos a Kilometros de distância. (eu, particularmente acho que manterá todo e qualquer espécie muito longe deles).
Nosso amigo Leo gentilmente cedeu uma de suas balsas para encostar no “transatlântico” de modo a poder carregar as motos Sem isso seria praticamente impossível embarcá-las. Mais de uma dúzia de pessoas entre o Leo, seus filhos, genros, vários ajudantes da balsa fizeram um esforço danado para dar tudo certo. Foram colocadas duas pranchas e as motos precisavam andar sobre ela de uma balsa até a outra. Foi um stress muito grande. O Filippi foi o primeiro a arriscar e não há como definir a cara de aflição dele. Suava gelado, escorria suor de sua face e os olhos encontravam-se esbugalhados. A câmera registrou tudo. A segunda moto a descer a rampa foi a do Bamberg e na seqüência a do Jânio. Ajeitaram as que já estavam em cima da balsa e em seguida foi a vez da moto do Lírio, do Paini e por último ficou a do companheiro Deja. Esse processo todo levou uns 40 minutos. Terminado, os aventureiros fizeram pose para a última foto e quase são deixados para trás. A balsa começou a andar e mal deu tempo deles pularem para dentro dela. Eles estavam tão empolgados que quase esqueceram as barracas. Só deu tempo de lançá-las para eles e ficar torcendo para que não caíssem na água.
Os companheiros que não quiseram aventurar por água foram novamente para a casa do Leo. Depois de todo o esforço físico despendido lá na balsa, ficaram todos com uma fome danada. Fomos ao mercado comprar salmão para complementar o surubi pintado que havia sido pescado no dia anterior por nossos amigos. Para nossa surpresa o salmão custava muito menos que na nossa cidade, R$ 31,00 o Quilo. Ao meio dia o Paini fez uma galinhada esperta para a turma e a noite foi a vez da especialidade do Filippi. Ele fez um salmão ao molho tártaro que leva bastante mostarda e outro ao molho de queijo gorgonzola. O dourado foi feito na grelha ao molho de maionese com legumes que as meninas da casa passaram o maior tempão picando tudo. Todos os pratos estavam deliciosos!
Fomos nos deitar mais cedo, por volta das 11h, pois tínhamos que levantar às 2h para ir ao aeroporto, pois o vôo sairia às 4h. O Leo nos levou até o aeroporto que se situava a menos de dois kilomêtros de sua casa. Aliás, tomávamos cada susto com as aeronaves que a toda hora passavam rasinho em cima de nossas cabeças. O vôo acabou atrasando uns 30 minutos. Saudade dos bons tempos em que serviam comida de verdade no avião. Oh, pobreza de cardápio! Bem, sem turbulências, pode-se dizer que foi um vôo super tranqüilo e durou 1h1omin.
Chegamos em Manaus, pegamos um táxi que nos levou para achar um Hotel. Fomos em dois e achamos bem expressivo o valor e acabamos optando pelo Hotel Rei Salomão que fica bem no centro da cidade parte antiga . A diária estava custando R$133,00, mas os Catarinas aqui pechincharam e conseguiram por R$100,00. Ficaremos, em princípio até quarta-feira aqui em Manaus quando nossos companheiros chegam de balsa juntamente com as motos
















sábado, 6 de agosto de 2011

Sétimo Dia

Sétimo Dia

No dia 05 de agosto de 2011, estamos ainda aqui em Porto Velho, capital da Rondônia na casa de nosso amigão Leo. Acordamos um pouco mais tarde, para se recompor da viagem e das cervejas tomadas na noite anterior. Aqui é muito fácil sofrer uma desidratação, pois estamos com um calor que chega a 40 graus à noite, quem dirá durante o dia. Então alguns colegas resolvem hidratar com uma geladinha ao invés de água.
Ainda na parte da manhã fomos com o amigo Leo até o porto para acertar o embarque das motos para Manaus. Acabamos acertando o embarque em uma balsa de aproximadamente 40m de comprimento por uns l2m de largura ao preço de 200,00 (duzentos reais) por moto, e mais 200,00 (duzentos reais) por pessoa com direito a café, almoço e janta, cuja partida será no sábado por volta do meio dia e previsão de chegada em Manaus, se tudo ocorrer dentro da normalidade, na quarta-feira ao meio dia. Acertamos o embarque das motos no porto do amigo Leo, pois naquele local onde estavam carregando mercadorias não tinha condições. O barranco é muito alto e as motos muito pesadas e como havia a exigência de ao menos uma pessoa ir junto com as motos, resolvemos ir em três , o Lirio, o Djalmo e o Bamberg. Os demais, João Carlos, Tita, Jânio e Paini irão de avião até Manaus. Com certeza será uma linda aventura de Porto Velho até Manaus pelo Rio Madeira curtindo o rio e as belezas de nossa Amazônia considerado o pulmão do mundo. Pagamos a viagem contra recibo para todas as motos e mais os três passageiros num total de hum mil e oitocentos reais , e, ficou combinado com o dono da balsa que no sábado quando eles sairiam daquele local onde estavam atracados, ligariam para o Leo ir conosco ate o porto dele, mais abaixo do Rio Madeira.  
O Adilson Maldaner, popular Kiko, irmão da companheira Tita, juntamente com sua esposa Eni e filhas, se deslocaram de Triunfo até Porto Velho para nos encontrar aqui na residência do Leo. Ao meio dia fomos todos almoçar na churrascaria Boi na Brasa, cujo gerente da mesma é oriundo de Itapiranga. Por felicidade nossa, o Kiko estava de aniversário e gentilmente pagou o almoço para toda galera. A ele, mais uma vez nossos parabéns e que Deus lhe de muita saúde, felicidade e sucesso.
Depois do excelente almoço, uma bela soneca. Mais tarde o Kiko gentilmente levou os três aventureiros para comprar barraca, colchão, saco de dormir e uma rede para utilizar na balsa já que a mesma não tem camarote. Conseguimos com o dono do barco, autorização para armar uma barraca pequena para cada um.
À noite, a convite do Ceara e do Quichada - amigos que fizemos na casa do Leo -, fomos até sua chácara para degustarmos um carneiro e uma comida Cearense de nome sarapateu que é feita com miúdos do carneiro. E, é claro que foi regado, mais uma vez com muita cerveja “gelada e cheia” afinal, fazia um calor de 41 graus. A Chácara é muito bonita e bem cuidada, e os anfitriões muito bacanas.  A tal comida chamada sarapateu é considerada uma comida “quente” para os Nortistas, pois leva bastante pimenta. O receio é de que isso leve alguns companheiros a “limpar” o intestino, pois os mesmos encontram-se constipados, o que então não seria uma idéia tão ruim assim.












quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sexto dia 04-08-2011

Sexto dia
Passamos a noite na casa do amigo e irmão Gilberto Guardini, popular Giba, e sua simpática esposa, Goti. Acordamos com o cantar de passarinhos que alegram a casa e tomamos um baita café da manhã, com direito até a um queijo Norueguês. Consegue-se imaginar o valor deste queijo, pois só de alfândega e frete, vindo lá da Noruega... Tinha também bastante frutas, café com leite e até um quindão delicioso.  O anfitrião só pecou num quesito: Ficou nos devendo um chimarrão, pois ele tinha somente a cuia e não tinha a bomba, então o chimarrão ficou só na saudade.
A paella que foi servida na noite anterior estava fantástica e a hospedagem deu direito até a roupa lavada, pois a Goti, muito prestativa nos devolveu a roupa toda cheirosa e limpinha. Arrumamos as bagagens enquanto o Giba e o Deja foram até a revenda para trocar os amortecedores.  Gostaríamos, inclusive de agradecer ao Irmão Dr. Galvão que contatou com o Sr. Valdir, proprietário de uma moto idêntica a do Deja, e este, gentilmente cedeu os amortecedores da sua Shadow 750 cc, para o companheiro Deja, que estava com os seus amortecedores liquidados.   Gostaríamos também de agradecer ao esforço da equipe técnica da Honda de Ji-Paraná que participou da solução do problema com a mão-de-obra rápida para que pudéssemos prosseguir com nossa viagem.   Exatamente às 10h30min, tudo resolvido , nos despedimos do Giba e da Goti e saímos de Ji-Paraná rumo a Porto Velho, com uma distância aproximada de 400 km.
No trajeto verificou-se muitas fazendas com criação de gado, geralmente grandes propriedades que trabalham com PO´s em especial de nelore. Como temos uma fazendeiro como companheiro, ele explica que PO´s são gados com qualidade superior em termos de genética, ou seja, puros.
Paramos para lanchar e abastecer as motos em um Posto de Combustível em Ariquemes, onde o proprietário é o Sr. Shons, ex cidadão migueloestino. Este nos recebeu muito bem e pediu para servirem um petisco de carne por conta da casa. Ainda lá no Posto, o Adilson, popular Kiko, irmão de nossa companheira de viagem, Tita, veio nos dar um alô. Ele atualmente reside em Triunfo, cidade a aproximadamente 110Km de Porto Velho. Prometeu nos levar amanhã para fazer um passeio na Usina que está sendo construída em Porto Velho. Estamos ansiosos por fazê-lo.
Ao chegar em Porto Velho as motos atingiram a marca de 3.289 km rodados desde o início de nossa jornada, o que significa   praticamente um quinto de toda a viagem. Na chegada a Porto Velho o GPS do Bamberg nos levou precisamente até a casa do seu cunhado Leo, onde seu filho Edson nos recepcionou e nos acomodou. Uma cervejinha geladinha já estava nos esperando para tirar a poeira da garganta, pois passamos muito calor durante o dia. Para nossa surpresa, o Leo além da cervejinha e muita picanha na brasa, também nos presenteou com a presença de inúmeros amigos seus que vieram para jantar conosco. Mais uma vez, troca de culturas, experiências, relatos de vida, o que sempre nos acrescenta em muito como seres humanos que estão em constante aprendizado.
A gasolina hoje ficou um pouco mais acessível que a do dia de ontem, R$ 2,95.










Quinto dia, quarta-feira 03.08.2011

Levantamos às 07:00 hs da manhã e tomamos café que a Dona Tarcila gentilmente preparou. Como tínhamos combinado de sair às 09:00 hs, arrumamos as bagagens e fomos fazer uma visita no lindo sitio do seu Dilli, onde ele cultiva vários tipos de hortaliça. Também queremos aqui registrar que na noite de ontem, a rede TV aqui de Vilhena nos procurou para fazer uma gravação a despeito de nosso moto grupo e também sobre nossa viagem. Foi um papo muito interessante.
Saímos com destino a cidade de Ji-Paraná, e como tínhamos tempo, uma vez que era um percurso pequeno -menos de 400 km -, acatamos a sugestão da Denise e fomos conhecer o Cacoal Selva Park, um clube de turismo. Havia restaurante, piscinas, açudes com vários tipos de peixes inclusive o pirarucu que vinha comer ração que era dado com as mãos. Havia também trilhas, arvorismo e muitos tipos de bichos e aves silvestres. O restaurante servia uma ótima comida, onde tivemos a oportunidade de almoçar um gostoso peixe grelhado. Fomos muito bem recebidos pelo proprietário – Sr Bianchini - um ferrenho defensor do PT, mas gente boa e muito democrático. É um local muito agradável que sem dúvida recomendamos para passar um fim de semana ou um feriadão. Após o almoço alguns dos colegas foram fotografar as belezas locais e outros foram tirar aquela gostosa soneca. Saímos desse clube por volta das 15:15 hs rumando para a casa do Gilberto Guardini em Ji-Paraná. O asfalto até Pimenta Bueno estava bom mas daí para frente foi um sufoco, com buracos e muita trepidação no asfalto recém recuperado. É por isso que falamos que os governantes e os políticos necessitam se reciclar (criar vergonha na cara) e realmente gastar o dinheiro dos impostos em obras para o povo que recolhe os impostos e paga o salário deles (os governantes e políticos), e não fazer essa pouca vergonha de “recuperação asfáltica” como aquela entre Pimenta Bueno e Ji-Paraná, que acaba prejudicando quem se utiliza dessa via para deslocamentos. Bem, a nível de curiosidade a moto Shadow do parceiro de viagem, Djalma, devido a toda a trepidação e buracos encontrados no percurso, estourou os dois amortecedores traseiros. Para nosso azar aqui na Revenda Honda de Ji-Paraná não há o que a moto necessita. Ligamos para todas as agências da região, contudo, sem sucesso. Tentaremos conseguir com alguém daqui que tenha uma Shadow 750, para que nos ceda sues amortecedores em troca do valor de dois novos, que após encomendadas, virão em três ou quatro dias lá de São Paulo. Desta forma conseguiremos prosseguir com nossa viagem em tempo de cumprir nosso roteiro e com todos os 7 integrantes viajantes.

Já eram 17:30hs quando chegamos na casa do super Giba. Ele e sua esposa Margarete (Margô), gente finíssima, estavam nos esperando e nos conduziram gentilmente até “nossos” aposentos. Após um merecido banho, rolou uma cervejinha enquanto eles preparavam uma paella para o jantar.
Queremos aqui também registrar que nessa região toda, pela qual passamos hoje, é a criação de gado que prevalece, sendo que há mais de 12(doze) milhões de cabeças de gado.
O valor da gasolina é significativamente alto em Pimenta Bueno, onde pagamos R$ 3,24 o litro.
Amanhã sairemos em direção a Porto Velho, capital da Rondônia, assim que for resolvido o problema com a moto do Djalmo.
Estamos de certa forma preocupados com o embarque das motos na balsa ou Chalana, pois há opiniões divergentes a despeito.
Amanhã relataremos como estava a paella. Que está cheirando bem, está.