quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sexto dia 04-08-2011

Sexto dia
Passamos a noite na casa do amigo e irmão Gilberto Guardini, popular Giba, e sua simpática esposa, Goti. Acordamos com o cantar de passarinhos que alegram a casa e tomamos um baita café da manhã, com direito até a um queijo Norueguês. Consegue-se imaginar o valor deste queijo, pois só de alfândega e frete, vindo lá da Noruega... Tinha também bastante frutas, café com leite e até um quindão delicioso.  O anfitrião só pecou num quesito: Ficou nos devendo um chimarrão, pois ele tinha somente a cuia e não tinha a bomba, então o chimarrão ficou só na saudade.
A paella que foi servida na noite anterior estava fantástica e a hospedagem deu direito até a roupa lavada, pois a Goti, muito prestativa nos devolveu a roupa toda cheirosa e limpinha. Arrumamos as bagagens enquanto o Giba e o Deja foram até a revenda para trocar os amortecedores.  Gostaríamos, inclusive de agradecer ao Irmão Dr. Galvão que contatou com o Sr. Valdir, proprietário de uma moto idêntica a do Deja, e este, gentilmente cedeu os amortecedores da sua Shadow 750 cc, para o companheiro Deja, que estava com os seus amortecedores liquidados.   Gostaríamos também de agradecer ao esforço da equipe técnica da Honda de Ji-Paraná que participou da solução do problema com a mão-de-obra rápida para que pudéssemos prosseguir com nossa viagem.   Exatamente às 10h30min, tudo resolvido , nos despedimos do Giba e da Goti e saímos de Ji-Paraná rumo a Porto Velho, com uma distância aproximada de 400 km.
No trajeto verificou-se muitas fazendas com criação de gado, geralmente grandes propriedades que trabalham com PO´s em especial de nelore. Como temos uma fazendeiro como companheiro, ele explica que PO´s são gados com qualidade superior em termos de genética, ou seja, puros.
Paramos para lanchar e abastecer as motos em um Posto de Combustível em Ariquemes, onde o proprietário é o Sr. Shons, ex cidadão migueloestino. Este nos recebeu muito bem e pediu para servirem um petisco de carne por conta da casa. Ainda lá no Posto, o Adilson, popular Kiko, irmão de nossa companheira de viagem, Tita, veio nos dar um alô. Ele atualmente reside em Triunfo, cidade a aproximadamente 110Km de Porto Velho. Prometeu nos levar amanhã para fazer um passeio na Usina que está sendo construída em Porto Velho. Estamos ansiosos por fazê-lo.
Ao chegar em Porto Velho as motos atingiram a marca de 3.289 km rodados desde o início de nossa jornada, o que significa   praticamente um quinto de toda a viagem. Na chegada a Porto Velho o GPS do Bamberg nos levou precisamente até a casa do seu cunhado Leo, onde seu filho Edson nos recepcionou e nos acomodou. Uma cervejinha geladinha já estava nos esperando para tirar a poeira da garganta, pois passamos muito calor durante o dia. Para nossa surpresa, o Leo além da cervejinha e muita picanha na brasa, também nos presenteou com a presença de inúmeros amigos seus que vieram para jantar conosco. Mais uma vez, troca de culturas, experiências, relatos de vida, o que sempre nos acrescenta em muito como seres humanos que estão em constante aprendizado.
A gasolina hoje ficou um pouco mais acessível que a do dia de ontem, R$ 2,95.










Quinto dia, quarta-feira 03.08.2011

Levantamos às 07:00 hs da manhã e tomamos café que a Dona Tarcila gentilmente preparou. Como tínhamos combinado de sair às 09:00 hs, arrumamos as bagagens e fomos fazer uma visita no lindo sitio do seu Dilli, onde ele cultiva vários tipos de hortaliça. Também queremos aqui registrar que na noite de ontem, a rede TV aqui de Vilhena nos procurou para fazer uma gravação a despeito de nosso moto grupo e também sobre nossa viagem. Foi um papo muito interessante.
Saímos com destino a cidade de Ji-Paraná, e como tínhamos tempo, uma vez que era um percurso pequeno -menos de 400 km -, acatamos a sugestão da Denise e fomos conhecer o Cacoal Selva Park, um clube de turismo. Havia restaurante, piscinas, açudes com vários tipos de peixes inclusive o pirarucu que vinha comer ração que era dado com as mãos. Havia também trilhas, arvorismo e muitos tipos de bichos e aves silvestres. O restaurante servia uma ótima comida, onde tivemos a oportunidade de almoçar um gostoso peixe grelhado. Fomos muito bem recebidos pelo proprietário – Sr Bianchini - um ferrenho defensor do PT, mas gente boa e muito democrático. É um local muito agradável que sem dúvida recomendamos para passar um fim de semana ou um feriadão. Após o almoço alguns dos colegas foram fotografar as belezas locais e outros foram tirar aquela gostosa soneca. Saímos desse clube por volta das 15:15 hs rumando para a casa do Gilberto Guardini em Ji-Paraná. O asfalto até Pimenta Bueno estava bom mas daí para frente foi um sufoco, com buracos e muita trepidação no asfalto recém recuperado. É por isso que falamos que os governantes e os políticos necessitam se reciclar (criar vergonha na cara) e realmente gastar o dinheiro dos impostos em obras para o povo que recolhe os impostos e paga o salário deles (os governantes e políticos), e não fazer essa pouca vergonha de “recuperação asfáltica” como aquela entre Pimenta Bueno e Ji-Paraná, que acaba prejudicando quem se utiliza dessa via para deslocamentos. Bem, a nível de curiosidade a moto Shadow do parceiro de viagem, Djalma, devido a toda a trepidação e buracos encontrados no percurso, estourou os dois amortecedores traseiros. Para nosso azar aqui na Revenda Honda de Ji-Paraná não há o que a moto necessita. Ligamos para todas as agências da região, contudo, sem sucesso. Tentaremos conseguir com alguém daqui que tenha uma Shadow 750, para que nos ceda sues amortecedores em troca do valor de dois novos, que após encomendadas, virão em três ou quatro dias lá de São Paulo. Desta forma conseguiremos prosseguir com nossa viagem em tempo de cumprir nosso roteiro e com todos os 7 integrantes viajantes.

Já eram 17:30hs quando chegamos na casa do super Giba. Ele e sua esposa Margarete (Margô), gente finíssima, estavam nos esperando e nos conduziram gentilmente até “nossos” aposentos. Após um merecido banho, rolou uma cervejinha enquanto eles preparavam uma paella para o jantar.
Queremos aqui também registrar que nessa região toda, pela qual passamos hoje, é a criação de gado que prevalece, sendo que há mais de 12(doze) milhões de cabeças de gado.
O valor da gasolina é significativamente alto em Pimenta Bueno, onde pagamos R$ 3,24 o litro.
Amanhã sairemos em direção a Porto Velho, capital da Rondônia, assim que for resolvido o problema com a moto do Djalmo.
Estamos de certa forma preocupados com o embarque das motos na balsa ou Chalana, pois há opiniões divergentes a despeito.
Amanhã relataremos como estava a paella. Que está cheirando bem, está.














Quarto Dia

Quarto Dia
O nosso jantar de ontem na casa do Thomas foi fantástico.Podemos dizer com segurança que foi cinco estrelas pois tinha até carne assada de avestruz.  Cansados de estrada, barriguinha cheia, várias cervejas “cheias e geladas”, fomos dormir por volta das 2hs da manhã e dormimos como anjinhos.
 Acordamos às seis horas da manhã, e, enquanto carregávamos as malas nas motos, a dona Carmem, nos preparou um excelente café da manhã com direito até a fortaia.  Queremos mais uma vez agradecer ao casal, sua filha e genro que tão bem nos receberam. Nossos sinceros agradecimentos a eles e que fiquem com Deus.
Saímos com uma temperatura bem atípica para Cuibá, 15 graus.  Ligamos as motos e seus motores começaram a roncar novamente em direção a Nobres, que possui lindas cachoeiras o que gera um forte apelo turístico. O trânsito de Cuibá ate Nobres foi um sufoco, pois estão duplicando a pista, então, além de muitas máquinas trabalhando, havia  um grande número de caminhões trafegando, o que acaba parecendo que estávamos viajando ao lado de um trem com um grande numero de vagões. De Nobres seguimos em direção a Diamantino, cidade muito próspera, onde paramos para abastecer as motos. Tem-se que ter um sistema imunológico muito bom pois a temperatura varia muito ao longo do dia. Em Diamantino, diferentemente de Cuibá, estava fazendo 38,5 graus.
A estrada do Mato Grosso possui um asfalto de primeiro mundo e paisagem de encher os olhos. Lavouras de milho e de algodão em grande escala, tanto é que podia-se apreciar  vários e vários km andados, de um lado milho e do outro algodão...muito algodão.  Com o que se vê aqui no Norte, ou seja, toda  essa produção agrícola,mais a criação de gado, podemos afirmar que só falta os governantes baixarem um pouco a corrupção para o país deslanchar.
O sol brilhava... as motos roncavam e desfilavam suavemente no tapete preto das rodovias matogrossenses. A viagem seguia normalmente quando a 23 km de Campo Novo dos Parecis as motos do Jânio e do Deja ficaram sem combustível . Ficaram lá, torrando no sol enquanto o Paini foi buscar gasolina. Os queridos colegas de viagem ficaram no Posto degustando  uma cervejinha geladinha enquanto aguardavam e fizeram questão de guardar todos os frascos para fazer inveja para os três que ficaram penando debaixo do sol.
Assim que a situação se normalizou, pegamos estrada novamente. Após andar uns 15 km, eis que surge um inédito pedágio indígena, onde tivemos que pagar R$ 10,00 para cada moto. Seguimos cruzando a reserva de aproximadamente 50 km de extensão e acabamos por chegar em Sapezal. Abastecemos as motos e fomos fazer as necessidades fisiológicas depois daquelas geladinhas tomadas anteriormente. Uma água para hidratar e seguimos em direção a Comodoro. Realmente a região é de encher os olhos. A economia gira em torno de plantações de milho, algodão e soja, além da criação de gado que também é bem significativa. Na saída de Comodoro, com o sol já se pondo, diminuímos a velocidade até chegarmos em Vilhena, precisamente as 19 hs do horário local. Paramos para abastecer e fomos surpreendidos com as pessoas que trabalham no Posto de Combustível conosco na tela de Computador. Lá estava uma foto de nosso grupo e uma matéria sobre nossa viagem em um site local. rJá era noite quando chegamos à casa do tio do Paini, Sr Lucio Dilli e sua esposa que estavam nos esperando com um belo churrasco e com as acomodacões já prontas. Após um gostoso banho, jantamos e depois nos dirigimos ate o centro da cidade em uma choperia de nome La Varanda para tomar um chopinho e dar entrevista para o jornal de Vilhena e também para a TV. Queremos agradecer à Denise Balestrin e o Emeson que intermediaram essas entrevistas. Amanhã seguiremos relatando essa maravilhosa viagem...






terça-feira, 2 de agosto de 2011

Terceiro Dia

Achados e Perdidos…

Bem, o dia de hoje começou com muita adrenalina. Horário novo, relógio biológico desajustado e todos acabaram madrugando.
Bem que nos alertaram a despeito de um colega, digamos um pouco “esquecido”. Mas, mesmo com sete cabeças pensantes, acabou-se por perder a tão temida “carteira”. Nosso colega entrou arrombando a porta no quarto de hotel, suava frio, desesperado em busca da tal carteira. Resolveram ir em busca do último destino na noite passada, mas no meio do caminho, nosso colega lembrou do paradeiro e resolveram “comemorar”com um forte abraço e uns pulinhos o que acabou gerando certa desconfiança dos frentistas do posto que fizeram um comentário:  “Além de motoqueiros, ai tem”. Mas, que fique claro, era só euforia em função da carteira encontrada e com isso a viagem pode prosseguir.
Outro colega resolveu deixar o pijama(não era de bolinhas) de recordação no hotel. Mas a arrumadeira não curtiu muito e resolveu devolver.
Vale ressaltar que as rodovias em todo o estado do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso são de boa trafegabilidade. Ressaltamos também que a economia da região é basicamente de plantações de milho, algodão, de cana-de-açúcar irrigada e criação de gado. Observamos também um grande confinamento de avestruzes, o que não nos é comum.
Algumas pessoas muito simpáticas, no café da manhã nos aconselharam a fazer um trajeto diferente do anteriormente planejado. Nos sugeriram fazer uma visita a Chapada dos Guimarães, o que de fato, valeu a pena, pois além do belo visual, ainda evitamos o grande tráfego pesado de Coxim a Cuibá.
Ao chegar em Cuibá fomos a procura de uns amigos de nosso colega Paini. Foi um sufoco danado pois existiam 2 ruas com o mesmo nome, e advinha? Fomos primeiro na errada, culpa do GPS, o que causou um transtorno danado. Hora do rush, pois aqui em Cuibá o término de expediente se dá às 17hs. Ruas erradas, motoboys costurando e nos pondo em má situação. O Paini sai em busca de informações e ficam os demais esperando seu retorno. De posse das informações, finalmente chegamos a residência do Sr Tomás (popular Polaco). Rolou um belo churrasco, com direito até a carne de avestruz. Cerveja...muita cerveja e inúmeros amigos de longa data se juntaram a nós.
O valor do combustível está bastante salgado aqui no Norte. Hoje pagamos R$2,99 o litro de gasolina.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Segundo Dia de Viagem - CSegundo Dia de Viagem. Chuva… muita chuva… Como já escrevemos no dia de ontem, voltamos a comentar a excelente recepção feita pela família do nosso amigo “Gipão” e podemos dizer que a noite foi de muitas gargalhadas, comilança, cerveja e claro com muitas proezas e peripécias de amigos nossos, foram reveladas, mas que a princípio ficam em segredo apenas entre o grupo de viagem para não constranger muita gente... Terminada a janta começou a seção da serragem da madeira que estava estocada por longos anos na nossa querida Marechal Cândido Rondon e garante o “Gipão”, eram todas toras de angico e para tanto necessitávamos de serras muito boas o que é claro não faltaram, pois houve concorrência entre os colegas para ver quem ronca mais... teve colegas que roncavam de frente pra trás parecia o “Fucks” serrote de dente duplo do veio nono... apenas nos reservamos o direito de deixar no anonimato os nomes das feras que faziam mais barulho. Segundo o “Gipão”, durante a noite ele e a esposa se acordaram e foram espiar na janela desconfiados de que o vizinho estava aquecendo o motor da carreta Volvo, mas se deu conta de que o caminhão estava com o motor desligado, foi aí que ele descobriu que estava acontecendo a serragem dos angicos nos quartos ao lado e sala... Bom pessoal, brincadeiras a parte, vamos relatar como foi a nossa viagem no segundo dia. Acordamos bem antes das 06h e as brincadeiras e risadas recomeçaram novamente e forte chuva que caia não era preocupação para o grupo. Depois de um excelente café servido pela Dona Lúcia esposa do “Gipão”, tivemos que desempacotar as roupas de chuva e nos preparar para um dia bastante ruim, pois as trovoadas eram muito fortes e repetidas o que anunciavam o que nos esperava pela frente. Quando eram 07h20min as motos estavam na estrada, abaixo de muita chuva e vento e para piorar, as condições da estrada até na divisa do Mato Grosso, muito ruim. Com muita calma e velocidade bem baixa conseguimos chegar até Guaíra sem nenhum incidente e dali para frente apesar das fortes chuvas conseguimos imprimir um ritmo mais forte, mas mesmo assim até meio dia conseguimos fazer somente 320 km e a chuva só parou em Dourados/MS. Após abastecer as motos e fazer um lanche, voltamos a acelerar um pouco mais forte e graças ao bom estado do asfalto a partir de Guaíra, conseguimos fazer uma excelente viagem. Já era 19h no horário de Brasília quando chegamos na cidade de Coxim/MS, perfazendo um total de 820 km rodados. Por falar em condições de asfalto, não poderíamos deixar de fazer o comentário, que me desculpem os internautas Paranaenses, mas o nosso governo está tripudiando dos nossos impostos, pois o trecho de Barracão/PR sempre foi uma vergonha e agora o trecho de Marechal Cândido Rondon também está muito ruim e em contrapartida a fama do asfalto do Mato Grosso do Sul que foi sempre de pista esburacada agora está provando o contrário, nos apresentando uma pista muito boa em especial de Campo Grande em diante com opções de terceira pista nas subidas, o que acaba por desafogar o trânsito e faz com que flua com bastante rapidez, o que com certeza torna a viagem muito prazerosa. Para fechar com chave de ouro mais este dia, depois de hospedados em um hotel no centro de Coxim, o grupo foi explorar um pouco a cidade e depois de uma caminhada de quase uma hora conseguimos achar um restaurante na beira do rio chamado Senzala (foto em anexo) com uma excelente recepção por parte do proprietário Sr. Vlademir. Um cardápio excelente, indo da famosa Costela de Pacú com purê da batata ate um exótico caldo de piranha, e claro, regado com uma Torre de Chopp, pois afinal, ninguém é de ferro. Nós recomendamos a todas as pessoas que passarem por Coxim a virem conhecer e provar estas delícias. Bom pessoal, por hoje vamos ficando por aqui e amanhã estaremos escrevendo novamente direto de Cuiabá onde temos um pessoal conhecido para visitar. Um forte abraço de todo o grupo de viagem Matéria escrita por Bamberg, Paini e Tita. huva… muita chuva…